O SOL HÁ DE BRILHAR MAIS UMA VEZ!!!

05/06/2020 - 11h48, por Rafaela Almeida



Dirceu Fernandes é um sócio daqueles que não passa despercebido por onde passa. Sua alegria contagiante  agrada desde os mais novos aos mais adultos.

Empolgado com a notícia do Prêmio Fenaclubes, ele aproveitou  o momento de isolamento social , a quarentena, para escrever um texto para o Concurso Nacional de Literatura dos Clubes.

Lembrando que todas as obras inscritas serão analisadas por uma comissão composta por três jurados, especialistas em cada uma das categorias, indicados pela Academia Paulista de Letras – APL. A premiação será no valor de R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais), R$ 1.000,00 (um mil reais) e R$ 500,00 (quinhentos reais), respectivamente, para o primeiro, o segundo e o terceiro colocados de cada categoria.  O concurso é promovido pelo Sindi Clube SP e pela FENACLUBES, com apoio da Academia Paulista de Letras – APL – o Concurso chega à sua 5ª edição com caráter nacional e permite a participação de associados de Clubes de todo o Brasil, desde que associados e/ou confederados à FENACLUBES.

Aproveite e se inscreva também.

Saiba mais em :  AQUI 

Deixamos a Prosa do Dirceu na integra para que ele possa inspirar vocês também a se inscreverem.

 

O SOL HÁ DE BRILHAR MAIS UMA VEZ!!!

Adorei tanto o Réveillon 2019/2020, especialmente por conta destas duas dezenas de números 20. Imaginei, apesar de não ter tendência para numerologia, que seria um ano diferente devido a este fato da grafia.

Mas, na ocasião, nenhum de nós no planeta poderia imaginar que o que está ocorrendo pudesse acontecer e, ainda mais, parecido com um pesadelo!

Nessas circunstâncias, estamos caminhando para noventa dias e, inclusive, ando procurando por um bom advogado para me livrar desta prisão e dar o endereço de amigos. Essa tal liberdade fica evidenciada em momentos assim e certamente, quando tudo se normalizar, iremos viver de forma diferente – muito melhor, mais alegres, mais felizes, deixar de reclamar de coisinhas miúdas – não tenho dúvida.

De qualquer maneira, com um limão na mão não irei pingar nos olhos e aproveito este momento para repensar, reprogramar, recordar, sonhar, ser solidário, uma vez que podemos aprender com esta adversidade. Inclusive, estou até aumentando meu repertório que, até hoje, tem duzentas e trinta e cinco canções.   Até coloquei uma das caixas de som na janela do meu apartamento para momentos musicais e já recebi palmas, elogios…  Verdade!

Você já parou para refletir como pode esse tal de vírus (que não é o de bruços) que não vemos foto no microscópio e que não foi convidado, entrar assim em nosso corpo e causar tanto dano à humanidade, independentemente se da esquerda, da direita, de centro, se bonito ou feioso , se músico ou não, se atleticano e outras coisas mais?

Em vários momentos, destes quase noventa dias, estive recordando fatos, eventos que assisti e até participei, nesse nosso clube OLYMPICO que frequento nesses últimos sete anos. Neste tempo (pouco para quem é jovem), fiz umas dezenas de amigos, de colegas e alguns até me aplaudem quando toco violão e canto e, também, quando  aparece uma garota que topa dançar comigo (a princípio corajosa e que dia desses poderá ser minha companheira), principalmente nos momentos musicais das sextas-feiras. Alguns, talvez por inveja ou ciúmes, até me chamam de aparecido, dizem que gosto de me exibir. Mas “tô nem aí”, sou feliz é assim. Prosa de céticos que não deixam o copo nem quando vão ao banheiro e coitadas das esposas que, muitas vezes na sexta-feira, notaram que “hoje ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar e até convidou pra dançar…”!!!

Lembrei-me de fatos curiosos que ocorreram nessas danças, um deles com uma das “garotas”, roda pra lá e roda pra cá, com meu braço esquerdo passando sobre a cabeça dela. De repente, meu braço ficou pesado, pois a pulseira do meu Cássio se prendeu e arrancou a “peruqueta” da coitada! Felizmente, ela, também desinibida, não perdeu o ritmo e não houve nem registro fotográfico, pois o Nando não estava ligadão!!! Esta minha mania de dançar está no meu DNA, herança do meu PAI, o Sô Toizim, e  também da Maria do Carmo, magrinha, miudinha, feinha, mas que, além de iniciar meus passos aos dezesseis anos, tinha aquela eletrola ABC que, após levantar a tampa, colocava LP (Long Play) do Ray Conniff, do Frank Pourcel, Românticos de Cuba e por aí afora.

Outro dos momentos artísticos, agora musicais, foi o lançamento do meu primeiro CD “Convém ouvir com o coração”, com direito a dedicatória meio padrão, a abraços, fotos, além de ‘quinzinho’ na minha carteira. E as cantorias em alguns aniversários? Invariavelmente, com bom nível alcoólico na corrente sanguínea, depois de uma hora, além da segunda voz que todos conhecemos, inventavam a terceira, a quarta voz e vai por aí afora. E este Dirceu aqui, que proibido de beber pelo doutor que trocou meu fígado, levou na brincadeira, mesmo porque já fiz isso também, em um passado distante de cinco anos.

Por conta dessa vontade de dançar, pois o sangue ferve, especialmente ao som da Sanfona, Zabumba e Triângulo, no caso Forró, uma das namoradas já torceu minha orelha direita porque topei dançar com uma senhora casada (maridão só fica agarrado no copo que não larga nem para ir ao banheiro) que, elegantemente, antes pediu para a danada da minha namorada sua permissão. Vai entender!!! Não concordo com o papo de que “O ciúme é o perfume do amor”. Concordo, sim, que é um sentimento perverso, pois já tive quando era jovem e inseguro.

A terceira atividade que desfruto neste nosso OYMPICO CLUB é a sauna, cuja preferência é a vapor. Lá, o mais legal é quando, nas espreguiçadeiras, juntam alguns  meninos de cabelos brancos, outros sem cabelos, quase todos nós barrigudinhos, sinal de que estamos com o “burro na sombra” e, então, a prosa é totalmente de adolescentes, sem compromisso com coisas sérias, filosóficas que fizeram parte do nosso passado de não aposentados. Daí, bate aquela saudade de todas essas aventuras, mas é certo que: “O SOL HÁ DE BRILHAR MAIS UMA VEZ”.

Então, em breve, seremos felizes depois de tudo isso.

Autor desta prosa: Dirceu F. Moreira

Bhz – 1/junho/2020

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